Terça, 25 de Junho de 2024
Artes Visuais CULTURA

Mulheres indígenas e afro-diásporas estreiam performance

Performance Ancestrais, a Bênção, celebra as ancestralidades Afro-diaspórica em Goiânia e conhecimentos recebidos pelas avós

15/05/2024 às 13h53 Atualizada em 17/06/2024 às 11h16
Por: Redação
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Apresentação da Performance Ancestrais, em 2019, na Praça do Violeiro, Setor Urias Magalhães, Goiânia. Em ação Roberta Rox, Hariel Revignet, Flávia Honorato, Nina Soldera, Niashya Sofia, Daya Gomes, Mirna Anaquiri e Hevilin (Foto: Ju Cordeiro)
Apresentação da Performance Ancestrais, em 2019, na Praça do Violeiro, Setor Urias Magalhães, Goiânia. Em ação Roberta Rox, Hariel Revignet, Flávia Honorato, Nina Soldera, Niashya Sofia, Daya Gomes, Mirna Anaquiri e Hevilin (Foto: Ju Cordeiro)

A cenografista e atriz, Hariel Revignet, conta que cada momento de preparação de Ancestrais, a Benção foi desenvolvida em etapas: vivências no Quilombo Kalunga, vivências de terapias nas águas, vivência com as mulheres indígenas e os ensaios.

“As vivências nos permitiram criar um roteiro, da performance, baseado nos encontros. A água é  berço da memória das confluências indígenas e das diásporas africanas e que nelas encontram laços entre o passado, o futuro e o presente”, enfatiza.

A diretora de arte Daya Gomes, mãe da adolescente Niashya Sofia (outra participação especial), fala da relevância e significado da peça.

“É importante, porque é um lugar muito forte para que fiquemos vivas. É importante, porque nós nos dispomos a cuidar, a aprender juntas e como seguir de um jeito menos adoecedor em nossas trajetórias”, esclarece.

Daya ainda acrescenta que o nome Ancestrais, A Benção vem no sentido de ser abençoadas pelas matriarcas e o quanto o ‘ser abençoada’ é sagrado. “A ideia é chamar atenção para nossas questões. O amor, a pausa, o território,  a ancestralidade e os saberes que nossos corpos carregam”.

A atriz e cantora, Nina Soldera, define que Ancestrais, a Benção é um território livre, recriado pela arte e pelo rito, com a intenção de ampliar a benção que se recebe das mais velhas e das mais novas.  

“Estou emocionada por performar pela primeira vez com minha filha (Amora -10 anos, que faz participação especial na performance), entendendo a arte como território sagrado de bênçãos e afeto.”

“As histórias das anciãs nos inspiram. Todo o caminho e tecnologias que os parentes desenvolveram para sobreviver é a nossa maior força. No nosso encontro retomamos saberes e recriamos realidades que também acreditamos”, relata  a atriz Flávia Honorato.

Por fim, Roberta define que a apresentação mostra que a humanidade está em um presente, mas o caminhar veio de longe. “Queremos apontar para um futuro possível para nós e para as nossas. Somos mulheres indígenas, negras e não brancas, cada uma representante de uma ancestralidade, que possui uma grande história e imensas memórias”.

 Serviço

O que: Performance Ancestral, a Benção

Onde: Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás, no Setor Leste Universitário, Avenida Universitária, 1533, Goiânia.

Quando: 20 e 21 de maio às 19 horas e 22 de maio às 14 horas.

Entrada franca, classificação livre- os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Centro Cultural da UFG com 30 minutos de antecedência do espetáculo.

Haverá uma equipe de acessibilidade de audiodescrição, tradução de libras e alguns recursos de sensibilização para as pessoas que não enxergam.

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